Depois de instrumentar um ambiente, o passo seguinte costuma ser montar painéis. E é onde muito esforço se perde: dashboards nascem completos, com dezenas de gráficos, e envelhecem sem nunca terem sido usados numa decisão real.
Um painel, uma pergunta
O teste é simples: qual pergunta este painel responde, e quem a faz? Se não há resposta objetiva, o painel provavelmente existe para demonstrar cobertura, não para operar.
Painel de plantão
Poucos indicadores, todos acionáveis: disponibilidade das jornadas críticas, taxa de erro, latência percentil 95 e fila de incidentes abertos. Precisa ser legível em segundos.
Painel de investigação
Aqui a densidade é bem-vinda. É onde se navega de um sintoma até a causa, com filtros por serviço, versão e região.
Painel executivo
Tendência, não instante. Evolução mensal de indisponibilidade, tempo médio de resolução e impacto por sistema.
Revisar faz parte
Painel é artefato vivo. Depois de cada incidente relevante vale perguntar se o painel de plantão teria mostrado o problema — e ajustar quando a resposta for não.
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RIKE IS Comunicação
Time de comunicação da RIKE IS. Publicamos análises técnicas sobre observabilidade, performance de aplicações e conformidade em ambientes críticos, a partir da experiência em projetos com órgãos públicos e empresas privadas.
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